Onça-pintada passa por transfusão inédita em Botucatu
A onça-pintada onça-pintada Jack, de 18 anos, foi submetida à primeira transfusão de sangue já registrada para a espécie. O procedimento inédito ocorreu em março, no Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas), vinculado à Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu.
O animal, um macho nascido no Pará, vive desde 2023 no Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba, após passar por diferentes estados brasileiros. No local, divide espaço com a fêmea Vitória, que apresenta hidrocefalia.
Jack foi diagnosticado com anemia severa associada a problemas renais, condição que impedia a realização imediata de hemodiálise. Diante do quadro, a equipe veterinária optou pela transfusão sanguínea como alternativa para estabilizar o animal.
A doadora foi onça-pintada Rauana, fêmea de quatro anos mantida no Simba Safari, na capital paulista. Aproximadamente 800 mililitros de sangue foram coletados e utilizados no procedimento, que ocorreu sem intercorrências. Ambas as onças responderam bem.
Após a transfusão, Jack apresentou evolução clínica, com melhora na postura e na alimentação. O tratamento segue com previsão de sessões de hemodiálise para suporte da função renal.
Além da intervenção, os profissionais também realizaram a coleta de material genético de Rauana, incorporado ao banco de dados da espécie, utilizado para estratégias de conservação e manejo populacional.
Administrado pela Prefeitura de Sorocaba, o zoológico é reconhecido como um dos mais completos da América Latina, atuando não apenas na manutenção dos animais, mas também em projetos de pesquisa, educação ambiental e preservação de espécies ameaçadas.











