Foto: Divulgação

Cia Ballet Paraisópolis leva diversidade e excelência artística ao palco de Botucatu

Criada em 2022, a Cia Ballet Paraisópolis é fruto do trabalho formativo desenvolvido pelo Ballet Paraisópolis, iniciativa fundada em 2012 pela diretora Monica Tarragó. A instituição está sediada em Paraisópolis, comunidade localizada na zona sul da cidade de São Paulo, considerada uma das maiores do país, com cerca de 100 mil habitantes, segundo o IBGE.

Sem fins lucrativos, o Ballet Paraisópolis atua na formação artística gratuita de crianças, adolescentes e pessoas com deficiência, com o objetivo de promover inclusão social por meio da arte, da educação e da cultura. Reconhecido como Pontão de Cultura pelo Ministério da Cultura, o projeto se consolidou como referência no acesso democrático à produção cultural em territórios periféricos.

A companhia profissional surge como desdobramento desse processo formativo, reunindo bailarinos com diferentes trajetórias e perfis, muitos deles formados pela própria instituição. Com repertório que transita entre o balé clássico, neoclássico e contemporâneo, a Cia Ballet Paraisópolis aposta na combinação entre rigor técnico, diversidade e pesquisa artística para construir sua identidade no cenário nacional.

Além da atuação nos palcos, os integrantes da companhia contam com apoio educacional, incluindo bolsas de estudo para o ensino superior, ampliando as possibilidades de formação e inserção profissional para além da dança.

Desde a estreia, a companhia já passou por mais de 30 teatros no estado, incluindo espaços de destaque como o Theatro Municipal de São Paulo, o Teatro Sérgio Cardoso e o Centro Cultural São Paulo, além de apresentações no interior paulista, como no Teatro Municipal de Botucatu.

Sob direção de Monica Tarragó, o grupo se mantém por meio de leis de incentivo à cultura, editais públicos e parcerias institucionais. A proposta é ampliar a presença de artistas oriundos da periferia em espaços culturais consolidados, ao mesmo tempo em que fortalece a dança como instrumento de transformação social.

Serviço

Nome do espetáculo: Cia Ballet Paraisópolis – Temporada 2026

Ingressos: Entrada gratuita | sem retirada de ingressos prévia

Data: 17/04/2026

Horário de início: 20h

Horário de término: 21h15

Local: Teatro Municipal de Botucatu – Praça Coronel Rafael de Moura Campos, 27 – Centro

Roda de conversa: Ao final do espetáculo com a participação da direção e bailarinos
Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos

Acessibilidade: O espetáculo contará com intérprete de Libras e audiodescrição

Sinopse de Obras
Direção Geral: Monica Tarragó

Véspera

Sinopse: “Véspera” é uma obra que desafia o corpo no espaço com tempos e configurações variadas. Uma criação coreográfica que propõe dinâmicas que são enunciadas, alternadas e retomadas pelos muitos corpos dançantes. Com música de Antonio Vivaldi recomposta por Max Richtter, Véspera é o que antecede um ato, ou vésperus que quer dizer “estrela Vésper, estrela ou planeta de Vênus Partindo do simbolismo da luz e da escuridão. Um contraponto que estabelece e desenvolve distintas maneiras e sensações, confluindo a um só tempo caminhos infinitos e particulares no corpo de cada intérprete. 

Coreógrafo: Christian Casarin

Desenho de Luz: Alexandre Zullu

Músicas: Max Richtter – Spring 0; Spring 1; Winter 2; Summer 2; Summer 3.

Desenho de Figurino: Jum Nakao 

Duração: 15’14

Desiderium

Sinopse: “Desiderium” é uma palavra latina que significa um desejo ou anseio ardente, especialmente um sentimento de perda ou pesar por algo perdido. Engloba um anseio profundo por algo que está ausente ou foi perdido, evocando uma sensação de tristeza e nostalgia.

Coreógrafo: Thiago Bordin

Desenho de Luz: Nicolas Marchi

Música: Krystian Zimerman, London Symphony Orchestra, Sir Simon Rattle – Piano Concerto No. 5 in E Flat Major, Op. 73 “Emperor”: II. Adagio un poco mosso

Desenho de Figurino: Thiago Bordin

Duração: 9′

Víbora

Sinopse: “Víbora”, última parte da trilogia composta por “Véspera” e “Vortex”, é um mergulho no movimento como força de regeneração. Se “Véspera” evocava a expectativa do instante e “Vortex” tencionava tradição e contemporaneidade, “Víbora” revela a dança em sua potência de celebração e continuidade.

A trilha original de Fernando Dalla Nora constrói um tecido sonoro em constante

metamorfose, onde camadas rítmicas se entrelaçam e se transformam. Nesse fluxo, os intérpretes percorrem estados corporais que alternam rigor e espontaneidade, disciplina e entrega, delineando uma cena marcada pela vitalidade coletiva.

A serpente, imagem que nomeia a obra, simboliza renovação e passagem “pele que se abandona, corpo que se reinventa, gesto que se abre ao imprevisível”. Em “Víbora”, a trilogia encontra sua síntese: um convite à celebração da vida, à potência criadora da dança e ao eterno recomeçar.

Coreógrafo: Christian Casarin

Desenho de Luz: Nicolas Marchi

Composição Musical: Dallanoras

Figurinos: Christian Casarin e AZUSLAZUS

Duração: 20′

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