Biotério de zebrafish da Unesp em Botucatu recebe R$ 2 milhões para modernização
O biotério de zebrafish da Unesp em Botucatu recebeu um investimento de cerca de R$ 2 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) para a modernização de suas instalações. O aporte tem como objetivo adequar a estrutura às normas do Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea) e ampliar a capacidade de pesquisa da unidade.
Inaugurado em agosto de 2024, o biotério foi a primeira estrutura da Unesp a produzir o peixe Danio rerio, conhecido como zebrafish, com status sanitário livre de patógenos específicos. Com as melhorias, a unidade passa a atender plenamente às exigências técnicas, aproximando-se do padrão adotado por centros de referência nacionais e internacionais.
Amplamente utilizado como organismo-modelo, o zebrafish é empregado em estudos científicos devido à sua semelhança genética de cerca de 71% com os humanos, além da agilidade e eficiência em testes de toxicologia, ecotoxicologia e ensaios pré-clínicos.
A modernização permitirá fortalecer pesquisas voltadas à avaliação de segurança de fármacos e biodefensivos, reduzir a dependência do uso de outras espécies animais e ampliar estudos nas áreas de saúde humana, ecologia e desenvolvimento de novos produtos.
Especialistas destacam ainda que o biotério deve se consolidar como um polo de pesquisa integrada, atendendo diferentes unidades acadêmicas da Unesp e fomentando parcerias com outras instituições públicas de pesquisa no Estado de São Paulo.
O investimento reforça a política de fortalecimento da infraestrutura científica no interior paulista e evidencia o papel das agências de fomento no apoio a centros de pesquisa alinhados a elevados padrões de qualidade e biossegurança.










