Botucatu registra queda expressiva nos casos de dengue em 2025
A Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) divulgou o cenário epidemiológico das arboviroses em Botucatu no ano de 2025, destacando uma redução significativa nos casos de dengue em comparação com o ano anterior, mas reforçando a necessidade de manutenção permanente das ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti.
Neste ano, Botucatu registrou 7 casos de dengue, em 2025 foram 1.490, número expressivamente menor que os 16.423 casos confirmados em 2024. Segundo a VAS, a queda reflete o impacto positivo das ações integradas de vigilância, controle vetorial e mobilização da população. No entanto, o risco de transmissão permanece, especialmente em períodos favoráveis à proliferação do vetor.
Caso de Chikungunya
No final do ano, a Vigilância Ambiental em Saúde confirmou a ocorrência de um caso de Chikungunya na área periurbana do Distrito de Rubião Júnior. A paciente, uma mulher de 50 anos, relatou não ter se deslocado para fora de Botucatu nos dias que antecederam o início dos sintomas.
O diagnóstico foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência estadual. Após a confirmação, a VAS intensificou as ações de bloqueio, controle de criadouros e busca ativa de casos suspeitos na região. Até o momento, nenhum outro caso com sintomas compatíveis foi identificado, e o local segue sob monitoramento.
Diferenças entre dengue e Chikungunya
Dengue e Chikungunya apresentam sintomas iniciais semelhantes, como febre alta de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo, manchas vermelhas na pele, fadiga, náuseas e vômitos, pois ambas são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
A principal diferença está na evolução clínica. A Chikungunya caracteriza-se por dores articulares intensas e incapacitantes, com inchaço, que podem persistir por meses ou até anos. Já a dengue pode evoluir para formas graves, com risco de sangramentos, dor abdominal intensa e vômitos persistentes, exigindo atendimento médico imediato.
Vacina e manutenção dos cuidados
A Vigilância destaca que tomar a vacina contra a dengue é essencial, no entanto, a vacinação, por si só, não substitui as medidas de controle do mosquito, uma vez que ainda há população suscetível e risco de transmissão de outras doenças, como Chikungunya e Zika.
O município conta ainda com a Lei Municipal nº 6.814/2025, que já está em vigor e determina a obrigatoriedade da eliminação de água parada, manutenção adequada de imóveis, reservatórios, obras, piscinas, pneus e materiais recicláveis, além de autorizar o acesso dos Agentes de Combate às Endemias para ações de inspeção e orientação.
A Vigilância Ambiental em Saúde reforça que eliminar criadouros do mosquito é dever de todos e fundamental para a proteção da saúde coletiva.










