Botucatu se destaca em cadeia do eucalipto que movimenta R$ 2,9 bilhões no Estado
A região de Botucatu segue entre os principais polos da produção de eucalipto no Estado de São Paulo, em um cenário de crescimento da silvicultura paulista. Dados divulgados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) apontam que a produção estadual da cultura registrou aumento de 14% no último ciclo, fortalecendo uma das cadeias mais importantes do agronegócio paulista.
O avanço da atividade também refletiu diretamente na economia do setor. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) do eucalipto alcançou R$ 2,9 bilhões em São Paulo, resultado superior ao registrado no período anterior e que confirma a relevância da cultura para a geração de renda no campo.
Botucatu aparece entre as regiões de maior destaque da silvicultura ao lado de municípios como Agudos, Itatinga, Lençóis Paulista, Bofete, Angatuba e Paranapanema. A combinação de condições climáticas favoráveis, áreas disponíveis para cultivo e proximidade de grandes indústrias ligadas ao setor florestal contribui para a consolidação da atividade na região.
Atualmente, o eucalipto ocupa mais de 1 milhão de hectares em território paulista, correspondendo a cerca de 77% das áreas de florestas plantadas do Estado. Com uma produção de 23,9 milhões de metros cúbicos de madeira, São Paulo ocupa a terceira posição nacional no ranking da cultura, atrás apenas de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Além de sua importância no campo, o eucalipto abastece diversos segmentos industriais. A matéria-prima é utilizada na fabricação de papel e celulose, produção de energia por biomassa, carvão vegetal, móveis, materiais para construção civil e óleos essenciais, entre outros produtos.
Na região de Botucatu, onde a atividade agroindustrial possui forte presença, a cadeia florestal é responsável por movimentar a economia local, gerar empregos e atrair investimentos. O setor também tem peso significativo no comércio exterior paulista. Em abril deste ano, os produtos florestais responderam por 13,6% das exportações do agronegócio estadual, movimentando US$ 1,14 bilhão. A celulose representou mais de dois terços desse volume exportado.
Especialistas atribuem o crescimento da produção aos avanços tecnológicos, ao manejo sustentável das florestas e ao aumento da produtividade. Segundo representantes do setor, a silvicultura paulista se destaca pela elevada tecnificação e pela capacidade de fornecer matéria-prima renovável para diferentes segmentos da economia.
Pesquisas desenvolvidas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento também têm contribuído para o fortalecimento da atividade. Entre as iniciativas está o sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que combina o cultivo de eucalipto com atividades agrícolas e pecuárias, promovendo ganhos de produtividade, recuperação de áreas degradadas e benefícios ambientais.
Com produção em expansão e forte participação econômica, a cadeia do eucalipto mantém Botucatu e região entre as principais referências do setor florestal paulista, consolidando uma atividade que alia desenvolvimento econômico, geração de empregos e sustentabilidade.










