Foto: Reprodução/Redes Sociais

Suíça congela bens de Nicolás Maduro após captura e transferência para os EUA

Em um desdobramento financeiro crucial após a operação militar norte-americana, o Conselho Federal da Suíça determinou, nesta segunda-feira (5), o congelamento de todos os bens detidos no país por Nicolás Maduro e pessoas próximas ao seu círculo de poder. A decisão ocorre apenas dois dias após o ex-presidente ter sido capturado em Caracas e levado para Nova York, onde deverá responder a processos criminais.

A nova sanção tem validade de quatro anos e entrou em vigor imediatamente. Segundo o comunicado oficial das autoridades de Berna, o objetivo central é garantir que ativos potencialmente ilícitos não saiam do sistema bancário suíço enquanto os processos judiciais avançam nos Estados Unidos. A Suíça, que já mantinha sanções contra o regime venezuelano desde 2018, reforçou que a medida não atinge membros do governo que estão exercendo funções administrativas no momento, focando exclusivamente no grupo deposto.

Um dos pontos mais importantes da decisão suíça é o compromisso com a restituição dos fundos. O governo afirmou que, caso fique comprovado que os valores foram adquiridos de forma ilícita por meio de corrupção ou narcotráfico, envidará todos os esforços para que esses recursos sejam devolvidos em benefício direto do povo venezuelano, e não de novas elites políticas.

A movimentação da Suíça é vista por analistas internacionais como um golpe financeiro devastador, já que o país historicamente serviu como um dos destinos para reservas financeiras de líderes globais. Com o bloqueio, a rede de apoio financeiro de Maduro fica praticamente paralisada em solo europeu, aumentando a pressão sobre os ativos que ainda possam existir em outras jurisdições menos transparentes.

Enquanto isso, em Nova York, a expectativa é que Maduro compareça ao tribunal pela primeira vez ainda hoje para ouvir as acusações de narcoterrorismo e tráfico de armas. O congelamento suíço serve como um suporte administrativo às investigações lideradas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Por Redação 96FM

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