Ato público pede justiça após mortes de Júlia e Diego em Botucatu
O crime que abalou Botucatu nas últimas semanas, e que resultou nas mortes de Júlia Gabriela Bravin Trovão, de 29 anos, e Diego Felipe Corrêa da Silva, de 34, motivou a convocação de uma manifestação pública contra a violência e o feminicídio no município.
Nas redes sociais, a mãe de Júlia fez um apelo para que autoridades, lideranças religiosas e a população se mobilizem diante do caso. Ela convocou moradores a ocuparem ruas e praças em defesa de mudanças na legislação e do fortalecimento das políticas de proteção às mulheres.
O ato está marcado para o dia 7 de março, às 17h, em frente à Catedral de Botucatu.
O crime
O casal foi atingido por disparos de arma de fogo no dia 21, enquanto estava dentro de um carro. De acordo com as investigações, o autor dos disparos é o ex-companheiro de Júlia. Ele foi preso no dia seguinte após fugir e confessar o crime às autoridades.
Diego Felipe morreu no local. Júlia Gabriela chegou a ser socorrida e permaneceu internada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na noite do dia 24.
O caso ganhou ampla repercussão após a confirmação de que, um dia antes do ataque, a Justiça havia negado um pedido de medida protetiva solicitado por Júlia contra o ex-companheiro.
A mobilização marcada para março busca transformar a comoção em um ato coletivo por justiça e prevenção à violência contra a mulher.










