Unesp aprova ampliação de vagas em Medicina da FMB de Botucatu

A Universidade Estadual Paulista aprovou oficialmente a ampliação do número de vagas do curso de Medicina da Faculdade de Medicina de Botucatu. A decisão foi tomada nesta terça-feira (19), durante reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), e representa a primeira mudança na quantidade de ingressantes desde a criação da unidade, em 1963.

Com a aprovação, o curso passará das atuais 90 para 120 vagas anuais. A expansão ocorrerá de forma gradual: serão acrescentadas 15 novas vagas a partir de 2027 e outras 15 em 2029.

Segundo a universidade, a medida faz parte da política de ampliação do acesso ao ensino superior público e busca fortalecer a formação de profissionais para atuação no Sistema Único de Saúde (SUS).

O diretor da FMB, professor Carlos Magno Castelo Branco Fortaleza, destacou a importância da decisão para a formação médica e para a sociedade.

“Esta aprovação é um marco que vai além dos muros da universidade. Ao expandir o curso de Medicina, a FMB responde diretamente a um clamor da sociedade por mais médicos e consolida o protagonismo da Unesp no estado de São Paulo”, afirmou.

O vice-diretor da unidade, Pedro Luiz Toledo de Arruda Lourenção, ressaltou que a ampliação reforça o compromisso da universidade pública com a qualificação profissional e com a saúde pública.

A proposta foi analisada por uma comissão especial presidida pelo professor Roberto Antonio de Araújo Costa, coordenador do Conselho do Curso de Graduação em Medicina. O projeto recebeu pareceres favoráveis de órgãos internos da universidade e foi aprovado pela Congregação da FMB com 24 votos favoráveis, um contrário e duas abstenções.

De acordo com a instituição, estudos técnicos, pedagógicos e de infraestrutura foram realizados para garantir que a expansão ocorra sem prejuízo à qualidade do ensino e aos serviços prestados pela faculdade.

Fundada em 1963, a Faculdade de Medicina de Botucatu é considerada uma das principais referências do país em ensino médico, pesquisa científica e atendimento hospitalar de alta complexidade.

Compartilhe nas Redes Sociais