Unesp Botucatu entra em paralisação após assembleia estudantil
Estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu aprovaram, em assembleia geral realizada nesta quinta-feira (21), a paralisação das atividades acadêmicas por uma semana. O movimento teve início logo após a votação e deve seguir, inicialmente, até o dia 27 de maio.
A mobilização integra um cenário de manifestações que vêm ocorrendo em diferentes campi da Unesp no Estado de São Paulo, envolvendo pautas ligadas à permanência estudantil, infraestrutura universitária e participação da comunidade acadêmica nas decisões institucionais.
De acordo com os estudantes, uma nova assembleia está prevista para o próximo domingo (25), quando será discutido e votado um possível indicativo de greve no campus de Botucatu.
Durante a reunião desta quinta-feira, os alunos também aprovaram a criação de um comitê de greve aberto à participação estudantil. O grupo deverá contar com representantes de todos os institutos da universidade e terá a função de organizar futuras mobilizações e discutir os próximos encaminhamentos do movimento.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelos estudantes está a revisão do atual modelo de votação da Congregação universitária, conhecido como “70-15-15”. No sistema vigente, os docentes possuem 70% do peso das votações, enquanto estudantes e servidores técnico-administrativos têm 15% cada. O movimento defende uma participação mais equilibrada entre os diferentes segmentos da universidade.
Os estudantes também manifestaram apoio às pautas dos servidores da instituição e apresentaram demandas relacionadas à permanência estudantil e à estrutura do campus.
Entre os pedidos estão a implantação emergencial de uma cantina com modelo semelhante ao Restaurante Universitário do campus da Unesp de Araçatuba, oferecendo refeições a baixo custo até a viabilização definitiva de um RU em Botucatu. Os alunos também cobram melhorias na moradia estudantil, contratação de funcionários e investimentos em infraestrutura.
Outra reivindicação envolve a realização de uma visita da CSANS ao campus para avaliação das demandas estruturais apresentadas pelos estudantes.
O movimento também pretende construir mobilizações conjuntas com o campus da Unesp em Bauru, ampliando a articulação regional das reivindicações estudantis.
Nas últimas semanas, assembleias, paralisações e atos públicos têm sido registrados em diferentes unidades da universidade, intensificando o debate sobre condições de permanência, gestão universitária e investimentos na estrutura acadêmica.











